Transparência em Obras públicas
Como fortalecer mecanismos de prestação de contas na formulação e execução de políticas públicas de uma região metropolitana como a do Rio?
E você, cidadão carioca, acha que temos transparência de verdade no Rio hoje?
Achei muito interessante a colocação da Theresa sobre transparência no que diz respeito à moradia. Olhando o site transparência olímpica da Prefeitura, não pude deixar de notar que não há informações claras sobre a quantidade de família removidas em decorrência das obras da Copa e das Olimpíadas, ou o que será feito com elas. Se vamos ter um debate social sério sobre as consequência positivas e negativas destes eventos em nossa cidade e nas família cariocas, precisamos da informação completa. Transparência não é só pro que interessa!
mais de 1 ano
Acho que fica muito claro tanto na opinião do Claudio, quanto da Theresa, que a transparência é fundamental para termos políticas publicas de qualidade. é a maneira através da qual podemos saber se o NOSSO dinheiro está sendo bem aplicado. Mas será que basta apenas saber ? Será que como a Theresa própria diz, não precisaria dar um passo mais à frente ? Ir em direção à maior participação? Afinal se a transparência não for reapropriada pela participação não poderemos realmente obter mudanças significativas. Dai vai minha pergunta: A transparência que não gera mudança é útil ? Ou seria só fofoca ?
mais de 1 ano
Miguel, na minha opinião, se gera mudança ou não depende da forma com que as informações transparentes são apresentadas. O caso do Wikileaks é um grande marco desta história mas não acho que serve mais como um símbolo do que algo que "gere mudanças". Isso porquê muitos daqueles documentos estão descontextualizados, são muito técnicos e complexos para que uma pessoa qualquer entenda com facilidade. Acho que a transparência acontece quando a interface é clara e objetiva, como no caso do documento recentemente lançado pelo Transparência Brasil, do Claudio Abramo, sobre os projetos de lei mais irrelevantes do Rio. É claro que há algum juizo de valor na análise, mas a opinião pública com certeza concordaria que " o dia do kung fu" ou o " incentivo para tomar banho fantasiado" não são projetos de Lei relevantes, só pra citar alguns dessa lista. Portanto é fundamental que haja bons filtros para que de fato as pessoas tomem atitudes. A informação só tem valor quando contextualizada de forma interessante para a população, como nesta lista. Mesmo quando senhores como vereador Jorge Manaia tentam argumentar sobre a relevância de seu projeto*, fica a cargo da opinião pública avaliar se é relevante ou não. Referências: Vídeo do CQC http://www.youtube.com/watch?v=smaekuBXu2s&feature=channel_video_title Resposta do Jorge Manaia http://jorgemanaia.com.br/portal/?p=5249
mais de 1 ano
Miguel, Prestar contas só faz sentido quando existe qualidade, continuidade, excelência e propósito neste processo. Acho importante darmos uma passo mais a frente em relação a participação, mas o que você sugere? Como você acredita que o cidadão poderia se motivar mais a participar ativamente deste controle em relação a transparência? No meu ver, somente a falta de transparência e informação sobre os atos públicos, pode ser prejudicial a sociedade. Neste tocante, surge ainda outra questão. Como podemos ter certeza que as informações que estão divulgadas, são integrais e não estão sendo filtradas? Estamos recebendo tudo ou apenas aquilo que "queremos" ouvir? Este ponto é realmente importante de ser discutido. Como controlar a integridade da transparência. Concordo com o Abramo quando ele diz que não adianta apenas informar o quanto se gasta, mas também o motivo o qual se está sendo utilizado esse recurso, pois assim, podemos avaliar se há real interesse público nesta aplicação. E vou além e levanto mais algumas questões. Existem alguns sites de prestação de contas por aí, mas não são nada amigáveis para ajudar o usuário comum a compreender o que fazem com o nosso dinheiro. Como podemos aproveitar melhor o que está sendo disponibilizado e usar de forma prática essa informação? Digo, como o cidadão comum pode se beneficiar diretamente da apresentação destes números. A partir daí, acredito que devemos começar uma reflexão, sobre a utilidade da transparência no cotidiano do cidadão.
mais de 1 ano
Fazendo uma leitura geral, os pontos levantados como primordiais no fortalecimento dos mecanismos de prestação de contas são: a organização da participação popular (interativa e multiplicadora) e a transparência real (do que é bom, do que é ruim, do que é prático e do que é teórico, tudo junto explicitado numa interface amigável). Acho que esses dois pontos se relacionam num ciclo cujo início e fim são difíceis de serem destacados. Afinal, a participação e a pressão popular são o caminho para a transparência real, ou a transparência real é o caminho para a participação e a pressão popular? Particularmente, como entusiasta e acreditador dos movimentos de participação, entendo que seria incrível que a iniciativa de um governo 100% transparente surgisse dos próprios governantes, mas numa conjuntura de rabos presos para tudo quanto é lado, essa não é uma realidade próxima, sendo assim, cabe ao povo cobrar por isso! Surge, então, a importância de grupos, organizações e iniciativas como a Transparência Brasil, a Comunidades Catalisadoras e o Meu Rio na mobilização e articulação dessa participação popular organizada. Seja com projetos de comunicação para o despertar de consciências, de estruturação de ferramentas facilitando a cobrança e de hub de iniciativas e idéias que partem de indivíduos mobilizadores e articuladores, esses agentes têm a oportunidade de juntar as fórmulas de sucesso! Em tempos de crowd-everything, reunir boas idéias e possibilitar o encontro delas com investidores conscientes é um caminho com o qual simpatizo!
mais de 1 ano


